Um total de 47% das pessoas que recebem o benefício dizem que o principal motivo para continuarem no mercado é a necessidade de complementar a renda
A aposentadoria está longe de significar descanso para os brasileiros. De acordo com a economista Ana Amélia Camarano, organizadora do livro “Política Nacional do Idoso, velhas e novas questões”, lançado neste mês pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), entre os idosos com 60 anos ou mais que já solicitaram o benefício, 51,6% dos homens e 55,5% das mulheres seguem na ativa.
Ainda segundo a economista, em média, os homens trabalham por mais quatro anos e as mulheres por mais dois anos.
Um total de 47% dos aposentados que foram entrevistados para o livro responderam que o principal motivo para continuarem na ativa é a necessidade de complementar a renda, já que o benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não é suficiente para pagar as contas.
Segundo a Folha de S. Paulo, em parte isso é explicado pelo fator previdenciário, que corta cerca de 40% do benefício de quem se aposenta mais cedo. O envelhecimento da população também aumenta a proporção de idosos no mercado de trabalho.

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