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Pacientes hospitalizados ou com necessidades especiais devem
redobrar os cuidados
As infecções do trato urinário (ITU) são frequentes em homens e mulheres,
apresentando sintomas diversos, com morbidade variável, podendo até mesmo ser a
causa de mortalidade em situações extremas.
A principal causa de ITU são as infecções bacterianas, normalmente bactérias
que encontramos em nosso trato digestivo. A bactéria Escherichia coli é a
principal responsável pela ITU, causando 85% das infecções não-hospitalares e
50% das infecções hospitalares.
Em casos de exceção, infecções por fungos e vírus também podem atingir o
trato urinário. Os sintomas mais comuns de ITU são: ardor ao urinar (disúria),
urinar com baixo volume e várias vezes (polaciúria), desejo súbito e intenso de
urinar (urgência miccional), dor suprapúbica, alteração da cor e/ou odor da
urina, dor lombar, febre e presença de sangue na urina (hematúria).
Em idosos, diabéticos, pesoas imunossuprimidas e crianças, pode-se notar
queda de estado geral, apatia e até alteração do nível de consciência.
As infecções do trato urinário (ITU) são resultado da interação entre o
hospedeiro e o agente causador. A gravidade da infecção é determinada pela
agressividade da bactéria causadora, volume de contaminação e inadequação dos
mecanismos de defesa do hospedeiro.
Alguns fatores podem indicar e/ou facilitar a presença de ITU graves,
chamadas no meio médico de ITU complicadas (e por consequência, mais graves),
tais como: anormalidade funcional ou anatômica do sistema urinário (obstrução,
refluxo, bexiga neurogênica, incontinência urinária, etc), gravidez, diabetes,
idade avançada, imunossupressão, uso recente de antibióticos, uso de cateteres
ou sonda vesical, manipulação cirúrgica do sistema urinário, internação
hospitalar e sintomas persistentes por mais ou igual a 7dias.
As infecções do trato urinário (ITU) também podem ser facilitadas por
hidratação inadequada, uso de espermicida e queda nos níveis séricos de
estrogênio.
Em pacientes hospitalizados e/ou com necessidade de cuidados residenciais,
alguns cuidados adicionais devem ser tomados: higiene do paciente e ambiente
adequados, hidratação e nutrição adequadas, troca de sondas e cateteres regular,
avaliação dos fatores de risco associados (comorbidades, status nutricional,
tabagismo, uso de antibióticos e/ou drogas imunossupressoras e infecções em
outras partes) e atenção especial a sintomas e sinais de ITU pela família,
enfermagem e/ou cuidador.
O diagnóstico deve ser realizado por um médico através de exame de urina
(urina tipo I e urocultura) e, se necessário, exames laboratoriais adicionais.
Em casos de infecções complicadas é necessário realizar exames radiológicos
(ultrassonografia e/ou tomografia) para melhor avaliar a gravidade e presença de
fatores agravantes da ITU. O tratamento é realizado com o uso de antibióticos,
que na maioria dos casos pode ser administrado por via oral.
O uso de antibiótico parenteral deve ser realizado em casos de ITU
complicadas ou quando antibióticos orais não são eficazes/disponíveis,
normalmente com necessidade de internação hospitalar. O tempo de uso do
antibiótico deve ser baseado na gravidade, órgão atingido e comorbidades
existentes.
Em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos são necessários para
desobstrução do trato urinário, drenagem de abscesso ou mesmo, em casos
extremos, extirpação do rim.
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